Eu tremo de medo do escuro. Morro de medo da escuridão que absorve aquele imenso cômodo repleto de solidão.
Escuridão... Solidão... soam tão parecidas. E eu nem estou falando da fonética das palavras.
Encolho-me no canto daquele quarto, como uma criança buscando proteção no colo de sua mãe. Aperto-me em mim mesmo o máximo possível temendo toda aquela escuridão - ou solidão? -, todo aquele espaço ocupado por nada além de oxigênio e um corpo em posição fetal.
Ah... solidão.
Por outras vezes, sinto-me acolhido por toda aquela ausência de luz. Está escuro, estou sozinho, mas ao menos estou protegido.
Sozinho nada pode me ferir.
Talvez toda essa solidão composta de ausência de luz, seja o meio que encontrei de me defender de vocês humanos.
Talvez ao abrir os olhos eu me depare com coisas malucas, espíritos, bicho-papão, gnomos, duendes ou qualquer outra coisa dita 'sobrenatural'. Mas eu não ligo. Com certeza nenhuma delas me assusta tanto quanto vocês, humanos.
Hey, Luz saía daqui, deixe que os mantos de escuridão , me tomem, me cerquem, me escondam. Deixe que a solidão me isole, e aliada ao tempo, me cure.
Deixe-me sozinho, longe de toda insanidade rotineira que há lá fora.
Um comentário:
Sabe o que eu pensei quando li isso? Que quando a luz acender vai machucar seus olhos, mas com o tempo... é a luz que vai fazer você perceber o que tem ao seu lado. (E esse foi meu ato de hipocrisia do ano)Mas eu só espero que a luz chegue a você, meu bem. Porque solidão machuca.
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