* Todos nós guardamos todo o amor do mundo dentro de si mesmos. Creio também, que todos esperam encontrar uma pessoa especial para entregar o tal amor. Todos nós guardamos as palavras mais belas, os abraços mais sinceros, os beijos mais intensos. Tudo isso, para dar aquela pessoa, a mais especial, a dita única. Mas há um erro ai.
* Tudo isso citado acima, é como uma carta, onde cada linha é escrita com exímia perfeição, com exímia maestria, afim de buscar a perfeição para demonstrar tudo o que se sente. Afim, de tentar encontrar a forma mais eficaz de trazer quem queremos para o nosso lado, para o nosso abraço, para ter o nosso maior amor do mundo. Bobagem. Pelo menos pra mim.
* Se tudo isso tem um destinatário certo, o tal carteiro da minha vida sempre errou com perfeição. Sempre entregou as cartas certas, as pessoas erradas. Sempre enviou meus abraços sinceros, as pessoas que não os queriam. E o meu maior amor do mundo, ficou em alguma gaveta de correspondências velha, de um coração abandonado, que não queria amor algum.
* E agora? Reescrevi tudo que eu tinha a escrever a alguém um dia, todo o amor do mundo, todos os abraços sinceros e todos os beijos intensos. Agora, não os deixei em uma caixa de correio, a qual o mesmo carteiro desorientado vai pega-la e guia-la novamente a pessoas errôneas. Agora, a enfiei dentro de uma garrafa e a lancei ao mar.
* Talvez a sorte e o acaso sejam mais precisos que um carteiro desavisado. Talvez.