domingo, 27 de dezembro de 2009

Sou eu

* É um misto de ódio e amor, de repulsa e atração, de sim ou não. Sou apenas eu, esse misto todo, essa dúvida constante. É querer sentir, mesmo que sinta dor. Apenas sentir. Sentir-se vivo. Mostrar-se vivo. Buscar viver. Buscar sofrer. Buscar amar.

* É a eterna procura. Aquela procura pela intensidade. Procura pelo que me causa arrepios, por quando me faltam palavras, por quando não tenho o controle. Por quando a vida manda em mim, e não, quando eu mando na vida.

* É querer lutar, mas querer começar essa luta em desvantagem. Querer começar atrás, só para se superar e ter o maravilhoso gosto da vitória quando ela realmente chegar. É gostar de colecionar feridas, de contar as cicatrizes existentes, e, de buscar tantas outras que ainda estão por vir.

* É pulsar, ser denso. Ter tanto a mostrar, e, tão pouco a falar. É exalar aquela vontade absurda de se fazer notável, mas não para o mundo. Não ao mundo de todos. Não aos heróis famosos e as musas comuns. Ser notável para o meu mundo, para os meus heróis e para as minhas musas.

* É um resumo. Um resumo de uma história enorme. É uma eterna luta. Sou apenas eu.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Acho que ainda sei falar de amor...

* Nem sempre parte do mesmo ponto. Mas há um ponto em comum em todo começo. Pode ser que tu não perceba chegar, ou pode ser que tu veja ele crescendo gradativamente sem poder fazer nada pra mudar. Ou ainda, pode ser que você negue a sua existência, mas no fundo, tu sabe que ele está lá.

* Depois que comprovada a sua veracidade em ti, ele começa a te causar os sintomas que ao teu ver, tu nunca sentiria. A saudade de quem tu viu a 5 minutos atrás. As lembranças de um momento que a vista de todos, não foi nada, mas pra você, foi tudo. As noites em claro por motivos que em outras ocasiões seriam banais. Os sorrisos incontrolaveis pelos flashs de memória que te marcaram de um modo que ninguém entende. A alegria fulminante e repentina que invade teu peito quando tu ouve um nome, reconhece uma face e/ou sente um cheiro.

* É como uma doença. Não. É uma doença, da qual, muitos não querem se curar. Porque é uma doença que todos querem se contaminar. E , por mais que às vezes ela deixe marcas incuraveis, isso não a torna menos encantadora. Por mais que exista aquele outro lado, que aquelas noites em claro não sejam felizes, e sim, cobertas de lágrimas por momentos que tu queria esquecer, dificilmente, tu vai querer estar completamente curado dessa tal doença.

* É meus caros, lhes falo do amor. Dessa doença contagiosa que todos já tivemos, ou temos, ou esperamos o momento de ter.

* E falo da saudade que tenho de não ser saudável.

domingo, 1 de novembro de 2009

Não tente me entender...

* Tu passa dias, horas, minutos e algumas noites mal durmidas pra tomar certas decisões na vida. Ai, quando tudo parece resolvido, alguém te coloca mais uma pedra no caminho, tu tropeça, rola o caminho todo até o ínicio de tudo. Bem ali, aonde todos os fantasmas ainda te assombram e onde tu tem certeza que não fez o caminho tão certo assim como pensava.

* Só que ao invés de tentar subir a montanha denovo, tu começa a olhar as coisas de outra perspectiva. Afinal, quem disse que tu tem que subir essa montanha? Quem foi que estipulou que já que essa foi a escolha inicial, ela tem que ser única e definitiva? Você mesmo. E quando tu olha as coisas de outro modo, tu ve que não era o caminho que estava errado, era você que não sabia como caminhar. Mas não ache que só por chegar a essa conclusão você tem todas as respostas. Agora são as perguntas que mudaram.

* É ai que eu me encontro, eu deixei de ser espectador, pra tentar ser protagonista. Ninguém pode viver a minha vida por mim. E, mesmo se pudesse, eu nunca deixaria.

* Eu até gosto, de tropeçar, errar, me levantar. E ver, que eu não estava errado, talvez eu só estava procurando a coisa certa no lugar errado. Ou talvez, eu estivesse errado sim. E procure a coisa errada no lugar certo.

* Nada do que eu digo tem fundamento. E eu adoro isso.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pensando....

* Parei para pensar sobre inúmeras coisas. Sobre vários caminhos. Sobre várias pessoas.

* Hoje parei para pensar sobre o que eu sou, sobre aquilo que eu queria ser e sobre o que eu sei que vou me tornar. No fim, não cheguei a nada que possa se chamar de conclusão. Porque a vida é assim, tu nunca sabe o que vem depois do seu próximo passo. É onde mora a graça de viver.

* Eu só queria tirar um dia, só um dia, pra falar tudo que se passa na minha cabeça, mesmo que fossem coisas momentâneas. Tirar um dia, para não poupar uma vírgula, e, mostrar para todos, tudo que eu penso e sinto. Apenas um dia. Mas se eu fizesse isso, eu não seria eu mesmo. Talvez se fizesse isso, ninguém entenderia. Talvez certas coisas foram feitas para ficar dentro de mim.

* A minha dificuldade de dar um passo de cada vez é imensa. Mas o tempo que vale, é o tempo da vida, não o meu.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vida

* Talvez seja verdade o que dizem sobre mim. A única coisa que eu sei é falar, escrever, expressar. Mas eu nunca tento de fato. E isso, é quanto a tudo na minha vida. Jamais levo algo até o fim, jamais tenho coragem de ir atrás do que eu quero. Deve ser por isso que eu escrevo tanto, uma espécie de alivio, de descarrego, uma forma de expulsar todos os demônios que se criaram dentro de mim, frente a cada situação que eu preferi me omitir , ao invés de tentar.

* E qual a novidade nisso? Também não sei. Porque faz muito tempo que eu estou ciente de tudo isso. Novidade seria, se eu finalmente mudasse, o que com certeza não vai acontecer.

* A vida insiste em me colocar num trajeto de um rio que tem 3 ou 4 vias diferentes, para me fazer escolher uma delas. Para me fazer escolher a melhor delas. Mas, eu nunca sei o que escolher, e geralmente quando escolho, chego até ao meio desse trajeto viro o meu barco e volto até aquele ponto aonde tinha as 3 ou 4 escolhas. A diferença é que, na maioria das vezes muitos, ou quase todos trajetos, estão obstruídos.

* Frente a tantas experiências eu já deveria ter aprendido não é? Mas não, eu não aprendi. Acho que eu não tenho força para remar sozinho e a correnteza sempre está contra mim, o que faz sempre com que eu volte aquele mesmo lugar de calmaria, aquele onde eu tenho que fazer as escolhas. Mas, nem sempre as escolhas ainda estão lá.

* Essa calmaria se chama solidão e esse rio é a minha vida.

sábado, 3 de outubro de 2009

Inúteis

* Hoje eu queria escrever para marcar, para não deixar esquecer, para relembrar quem sou eu e do que eu sou capaz. Mas, para quem? Para quem eu poderia escrever as inúmeras palavras perdidas dentro de mim?

* Estou frente a condição que faz com que as palavras, não sejam nada além de palavras. Logo, não tenho nada a dizer.

* Ninguém está lendo o livro em que constam as minhas emoções.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Hipocrisia

* Eu odeio, e, encho o peito pra dizer isso, todas as pessoas que sentem e não demonstram, não dizem, não transparecem. Odeio, a hipocrisia de tentar esconder a única coisa autêntica em nós seres humanos.

* Não me refiro a declarações de amor com flores e atos aparentemente absurdos, me refiro ao geral, a amizades, a familia, a tudo que tu considera importante pra ti e não tem a capacidade de demonstrar. Por que? Para suplantar nosso orgulho imbecil? Para se dizer mais forte que outras pessoas?

* Qual foi a ultima demonstração espontanea de afeto desferida por você para alguém especial?

* Isso deve ser a coisa que eu mais aprecio no mundo, mas é de fato a que eu menos vejo.

* Ninguém é mais forte por não sentir, ou por fingir que não sente.

domingo, 20 de setembro de 2009

Já tentei ser mais do que eu sempre fui...

* Acho que na verdade eu tenho uma vida comum. Mas, uma vida comum numa visão incomum .

* Talvez a minha visão de mundo seja distorcida, talvez a minha visão da minha vida seja, um tanto quanto, dramática.

* Tenho que crescer mais um pouco, só mais um pouco. Quem sabe uma ínfima pitada de frieza não resolva isso tudo de vez.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Alone

* Sem a menor sombra de dúvida, a pior sensação do mundo é a de estar sozinho. E, sem a menor dúvida, é como eu me sinto agora.

* Isso, não se trata de relacionamentos, de amizades e/ou de família, alias, sabe-se lá do que isso se trata. A questão é que , aparentemente alguém decretou o fim do mundo e não te avisou. É como estar em um lugar ausente de luz, de som e de qualquer coisa que me pareça familiar. É o nada. E este nada, faz com que eu me agarre com todas as forças aquilo que me pareça real, e, que quase sempre, não é.

* E ainda pior, é quando se está cercado por todos, e, ao teu ver, não há ninguém. É como uma guerra sem pátria, uma luta sem causa, é cada um por si, mas, para que? Qual a finalidade da maldita guerra? Cada um de nós busca vence-la, pensa apenas em si para não ficar sozinho. E pela segunda vez, para que? Se o premio máximo dessa guerra, em que cada um lugar por si, é ficar sozinho?

* Essa deve ser a tal da solidão, É isso que buscamos para nós?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Texto de 12/04/08

* Não quero escrever para ser compreendido. Não quero escrever para que leiam o que aqui está escrito. Não quero escrever pra você em especial. Quero apenas me expressar. Posso?

* Eu sempre preferi me virar sozinho, até notar que isso não é possível de fato. O caso aqui, é simples. Saia, abra tua janela e olhe para o céu. Olhe praquela única estrela afastada de todas. O brilho dela parece lindo por estar em destaque, mas olhe as outras. Olhe com atenção, o brilho conjunto é tão mais belo, tão mais completo.

* Estrelas solitárias tem um 'Quê' de personalidade e brilho individual, mas como já foi citado, são apenas estrelas solitárias. E acredite, uma estrela pode ostentar esse brilho exclusivo e fascinante o tempo que quiser, mas o que ela realmente queria é fazer parte do todo.

* Adoro fazer analogias com o que sinto. Adoro mais ainda não ser compreendido.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ressucitei

* Às vezes me parece que eu vivo em outro mundo. No meu mundo. Ai, de repente a realidade me dá um choque que me faz acreditar que o mundo é tão diferente, e ruim, que não me causa o ínfimo desejo de estar nele. Então, eu volto ao meu mundinho.

* Talvez meu mundo seja melhor.

* Talvez eu só seja um fraco fugindo da realidade.