Eu era... . É um ótimo jeito de começar um relato como esse, porque é exatamente o que ele retrata. O que eu fui um dia.
Eu era, digamos, um príncipe encantado, não fosse pelo biotipo que nada se equipara a um, mas ao menos nos ideais. Eu era exatamente aquele tipo de pessoa encantada por amor e derivados. Aquele que sonhava tão alto que olhar para o chão assustava. Mas que diferença fazia? Eu não queria ficar no chão, queria ficar o mais alto que eu pudesse, voar o mais alto que me fosse permitido. E, quando lá chegasse, iria transpor o limite, como eu sempre fiz.
Esse guri, ousado e guerreiro, é o que eu era. E por ser assim, sou o que sou hoje. Se antes tu me via escrevendo cartas e músicas quem declamavam amores incondicionais. Hoje tu me vê com um cigarro em uma mão e um copo de vodka em outra. Onde a minha única reclamação é o fato de ter acabado a coca-cola. Me tornei exatamente o oposto de antes. Se queria voar, hoje piso no chão com firmeza. Se era insensato, hoje tenho sensatez o suficiente para me entediar. E o tal do amor já não me inebria como antes.
Sou uma capa de racionalidade que sobrepõe um romântico sem causa.
Sou o resto de um sonhador que sonhou demais.
2 comentários:
ai como escreve bem esse meu irmão *-*
Ou será que o cigarro e a vodka são na verdade disfarces pra esconder o que você ainda é, e talvez agora só tenha medo de mostrar. (?)
rs, bff ♥
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