sábado, 31 de julho de 2010

Filme.

E já não importa. Nenhuma das minhas palavras tem importância relevante aos fatos que me ocorrem no momento. Porque as palavras, se tornaram só palavras. Porque a minha vida se tornou um filme ao qual eu não sou protagonista, sou espectador. E eu já não faço questão de interpretar o meu papel. Ficar aqui sentado, somente observando o espectáculo acontecer, me parece mais cômodo. Não que seja empolgante. Não que me faça sentir vivo. Mas que diferença faz me sentir vivo agora?
Viver é difícil. Muito mais difícil do que todo mundo pensa. Ainda mais quando tu é um dramático por natureza. Pois até mesmo os dramáticos e românticos sem causa cansam de sofrer às vezes. Até mesmo a pessoa mais feliz do mundo, cansa de sorrir. E por aí vai. Nada igual é tão divertido.
Então, tu vai lá e toma um porcetagem absurda de álcool. Faz algumas coisas que jurava que nunca faria. E tenta achar respostas em imagens nada familiares. O que tu acha? O de sempre. Nada.
Nada por nada, eu fico aqui assistindo ao tal espetáculo de baixo orçamento, cenários ruins e atores de pouco talento. Eu continuo acompanhando esse filme de quinta que eu chamo de vida.

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