* Chega uma hora da sua vida que você não se reconhece. E pior, isso não gera nenhum drama interno. Nessa mesma hora, você olhar superficialmente ao redor e vê que tem quase tudo que sempre quis, mas ainda assim tem alguma coisa errada. Aí, você pisca os olhos e os deixa semi-fechados para olhar detalhadamente tudo o que você tem e vê que são apenas falsos prazeres, é apenas uma aglomerado de coisas que você usou pra substituir a ausência das coisas de verdade, aquelas que você realmente queria. E isso é sua culpa? Eu acho que não.
* Às vezes a vida te fecha tantas portas, te tira tanto dos seus planos, caminhos e sonhos que você planejou, que você simplesmente se adequa ao que ela te dá, e ponto. É a substituição, você aceita o que tem, por não ter o que quer. Mas isso está fadado ao fracasso iminente. Absolutamente nada é substituível e a gente percebe isso da pior forma possível. Percebe quando substitui, quando se empolga e depois se frustra, quando se procura alegria aonde não tem, quando se procura razão pra continuar fazendo aquilo, não querendo fazer.
* E o que tu faz? Joga tudo fora de novo e fica na eterna busca pelo que tu sempre quis? Ou tu se adequa ao que tem e tenta feliz assim?
* Se você esperava essa resposta de mim, digo a todos que eu não sei. Me desculpem.
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