quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O romance não existe.

* Quando nos foi apresentado o amor, em sua forma mais pura e inocente, não nos avisaram que tal forma NÃO EXISTE. Há quem conteste, há quem duvide da minha opinião, mas falo da posição de quem já experenciou alguns fatos, para ter o direito de dizer que de fato não existe. Não do jeito que nós pensavamos.

* Chegamos a um ponto de existência em que a conquista de um 'amor', não se faz mais de "eu te amo's" e atos ditos ROMANTICOS. Chegamos a um ponto, aonde se preocupar em fazer alguém se sentir especial afim de tentar ter o amor dessa pessoas para si, é inútil. Aonde romantismo é secundário e outras coisas como status e 'popularidade' se apoderaram das posições importantes do dito 'amor'.

* Venho de um lugar onde os romanticos nasceram romanticos e planejaram morrer assim. Onde a melhor coisa do mundo era arrancar um sorriso de encanto, apreciar os olhos brilhando e aquela felicidade incontrolavel de quem tu ama. Onde surpreender já nem era tanta surpresa, pois se tornava quase que rotineira a vontade de praticar atos marcantes daqueles que causassem a reação citada acima. Era só isso que bastava para causa felicidade em um ser da minha 'raça'.

* Foi ai que me tiraram do meu lugar e me jogaram no mundo real. Aqui, atos romanticos são despresiveis, pessoas apaixonadas descartaveis e seres ingênuos - como eu - não são perdoados. Aqui reina a racionalidade, a frieza e o egoísmo. E aqui, eu aprendi a me esconder.

* Eu tentei viver como eu vivia no meu mundo, tentei buscar a alegria das pessoas que eu quis bem nesse meio tempo, tentei surpreender, encantar, fazer feliz. Não consegui. E depois de incessantes tentativas, resolvi parar de tentar.

* Agora estou aqui, sentado, escondido e procurando algum meio de voltar ao meu lugar. Se é que ele existiu um dia.

Um comentário:

Mariana Ban disse...

Eu sempre disse isso pra você. O amor é subjetivo e os romanticos são tolos. Até que me provem o contrário. Adorei. :D