A vida é engraçada, quando tu acha que tem tudo, não tem porra nenhuma.
Tu sonha, planeja, começa a fazer algo por alguém, pois confia cegamente nessa pessoa. Tu constrói uma vida em um tempo que não é possível construir uma casa. Como faz isso? Com amor. Com o maldito amor.
Tu cava buracos, valetas extremamente fundas dentro de ti, e de um outro alguém. Pois uma construção, precisa de uma grande sustentação.
Sabe que não terá volta, que aquelas vigas estão profundas demais, mas não quer pensar nisso, só pensa no quanto aquilo pode ser perfeito. É uma vida. Uma vida ao lado de quem tu ama. Da única pessoa que realmente amou. Tu vai se preocupar com o que? Errado.
Dia a dia, tu vai colocando blocos, construindo caminhos, erguendo alicerces. E quando tu tropeça e derruba alguma coisa que já estava pronta, trabalha dobrado pra recuperar o tempo perdido. Faz tudo isso, com ajuda. Ou aparente ajuda. Sempre pensando que você nunca está sozinho, sabendo que uma pessoa sempre vai te passar o próximo bloco, e que no fim de suas construções, irão admirar cada pedaço da obra prima que construiram. Errado.
Eis que tu começa a notar que está pegando blocos sozinhos, que não existe ninguém pra te ajudar. Quando tu olha mais detalhadamente, percebe que um lado dessa vida está trincando. Mas sabe o que tu faz? Confia. Pode ser apenas sua impressão. Não pode estar acontecendo.
E antes que você possa se preparar para qualquer coisa, tudo desaba. E o pior, em cima de ti. E quando você começa a se levantar e olha o que aconteceu, percebe que os alicerces do outro lado foram retirados. Não existe estrutura para segurar aquela construção. E os buracos no chão, onde estão? Foram cobertos? Não sei. Talvez movidos e preenchidos com outras vigas.
Aí, tu retira os escombros, retira toda a sujeira que deixaram dentro de ti e arranca as vigas do teu peito. E o que sobra? Enormes crateras que você não pode fechar. E quando olha a frente, vê uma montanha de entulhos aos quais tu chamava de vida. E o que faz? Tomba.
Tu recebe promessas de uma vida inteira, e no final, te sobram maços vazios de marlboro vermelho, crateras incuráveis no peito e vozes que não deveriam existir.
Cubra-os. Torne-os invisíveis. Mesmo que continuem lá.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Feridas
Certas coisas na vida são 'engraçadas', tu luta tanto pra conquistar algo e pequenas coisas o destroem. E não adianta tentar colar, nada refeito é tão forte quanto o original. A vida me ensinou isso.
É ilusão acreditar que ao olhar para trás e recomeçar o caminho, seus passos se encaixarão nas mesmas pegadas deixadas e o resultado será o mesmo. Não será.
Porque a vida nunca te dá duas chances de fazer a mesma coisa, é uma chance, é o que tu tem, se você foi burro o suficiente para desperdiça-la, lamente-se, porque é o que dá pra fazer. E não me venham com essa história de 'levantar e sacodir a poeira', porque o que é importante marca e marcas não somem. Elas vão ficar ali, para sempre, pra você lembrar do que tu fez de errado e não faze-lo de novo. Mas você vai fazer. Vai fazer porque nem se deu conta que aquela marca está ali ainda. Bateu, doeu e você esqueceu de olhar o que de fato aconteceu.
Aí, um dia tu faz uma ferida tão grande que não cicatriza, e a dor por maior que seja, não te entorpece. Aí, tu para de olhar para os outros e olha para si, vê as milhares de marcas que fez a si mesmo e entra em desespero. Tarde demais. Tarde o bastante pra você não poder voltar atrás.
Então olha pra tua ferida aberta e sente a dor que não vai te deixar esquecer nunca mais. Não vai ser uma marca. Não vai cicatrizar.
É ilusão acreditar que ao olhar para trás e recomeçar o caminho, seus passos se encaixarão nas mesmas pegadas deixadas e o resultado será o mesmo. Não será.
Porque a vida nunca te dá duas chances de fazer a mesma coisa, é uma chance, é o que tu tem, se você foi burro o suficiente para desperdiça-la, lamente-se, porque é o que dá pra fazer. E não me venham com essa história de 'levantar e sacodir a poeira', porque o que é importante marca e marcas não somem. Elas vão ficar ali, para sempre, pra você lembrar do que tu fez de errado e não faze-lo de novo. Mas você vai fazer. Vai fazer porque nem se deu conta que aquela marca está ali ainda. Bateu, doeu e você esqueceu de olhar o que de fato aconteceu.
Aí, um dia tu faz uma ferida tão grande que não cicatriza, e a dor por maior que seja, não te entorpece. Aí, tu para de olhar para os outros e olha para si, vê as milhares de marcas que fez a si mesmo e entra em desespero. Tarde demais. Tarde o bastante pra você não poder voltar atrás.
Então olha pra tua ferida aberta e sente a dor que não vai te deixar esquecer nunca mais. Não vai ser uma marca. Não vai cicatrizar.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Prioridades.
Ou eu passei a minha vida toda enganado, ou algumas pessoas não sabem mesmo o que vale a pena na vida.
Cresci aprendendo a dar valor a tardes coisas ao lado de amigos, falando coisas aleatórias e assistindo o tempo passar. E admiro pessoas que compartilham esse tipo de momento.
O que eu realmente não entendo, é como algumas pessoas conseguem colocar coisas tão inúteis, acima de coisas simples que realmente fazem diferença. Coisas como ego, status e vertentes dessas futilidades ligadas a aparência se tornam mais importantes do que muita coisa pra gente desavisada.
Só espero que a vida mostre a tempo para essas pessoas o que realmente importa. Porque eu cansei de tentar.
Cresci aprendendo a dar valor a tardes coisas ao lado de amigos, falando coisas aleatórias e assistindo o tempo passar. E admiro pessoas que compartilham esse tipo de momento.
O que eu realmente não entendo, é como algumas pessoas conseguem colocar coisas tão inúteis, acima de coisas simples que realmente fazem diferença. Coisas como ego, status e vertentes dessas futilidades ligadas a aparência se tornam mais importantes do que muita coisa pra gente desavisada.
Só espero que a vida mostre a tempo para essas pessoas o que realmente importa. Porque eu cansei de tentar.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Mentiras e mais mentiras...
Blá.. blá... blá. É isso que sempre falo. É isso que eu sempre escrevo. É um aglomerado de palavras sem razão nenhuma.
É sempre a mesma história. Sou eu falando de mim mesmo e sempre reclamando que eu não sou mais quem eu queria ser. E daí?
Ou mais, fico dissertando e dizendo que eu não me sinto vivo, que eu queria viver, que eu queria isso... que eu queria aquilo. E eu digo novamente: E daí?
Cheguei finalmente a conclusão de que se eu quisesse ser o 'Eu' de antes, eu seria. Se eu quisesse me sentir vivo, me sentiria. Mas eu prefiro ficar proferindo palavras e mais palavras que nas condições atuais não tem sentido algum.
Palavras só tem fundamentos se acompanhadas de atitudes sinceras. E eu não tenho nenhuma atitude. Concluo então que sou um mentiroso.
A vida, a qual eu tanto reclamo, vive me dando inúmeras chances de eu ser quem eu sempre quis. Sempre me abre portas, sempre me mostra pessoas. E eu? Eu ignoro tudo, sempre. Só pra ficar me lamentando depois por não ter nada. Sem se quer notar, que se eu não tenho nada, a culpa é única e exclusivamente minha.
Pessoas tentam o tempo todo se tornarem únicas pra mim. E, a única coisa que eu faço, é afasta-las cada vez mais.
Então, assumi comigo mesmo o compromisso de que, só voltarei a expressar as coisas em palavras, quando elas forem verdadeiras. Só voltarei a reclamar da bendita vida, quando eu fizer tudo que estiver ao meu alcance e nada der certo. Só vou reclamar que eu estou sozinho, quando eu realmente estiver.
Daí, quem sabe as minhas palavras se tornem sinceras.
É sempre a mesma história. Sou eu falando de mim mesmo e sempre reclamando que eu não sou mais quem eu queria ser. E daí?
Ou mais, fico dissertando e dizendo que eu não me sinto vivo, que eu queria viver, que eu queria isso... que eu queria aquilo. E eu digo novamente: E daí?
Cheguei finalmente a conclusão de que se eu quisesse ser o 'Eu' de antes, eu seria. Se eu quisesse me sentir vivo, me sentiria. Mas eu prefiro ficar proferindo palavras e mais palavras que nas condições atuais não tem sentido algum.
Palavras só tem fundamentos se acompanhadas de atitudes sinceras. E eu não tenho nenhuma atitude. Concluo então que sou um mentiroso.
A vida, a qual eu tanto reclamo, vive me dando inúmeras chances de eu ser quem eu sempre quis. Sempre me abre portas, sempre me mostra pessoas. E eu? Eu ignoro tudo, sempre. Só pra ficar me lamentando depois por não ter nada. Sem se quer notar, que se eu não tenho nada, a culpa é única e exclusivamente minha.
Pessoas tentam o tempo todo se tornarem únicas pra mim. E, a única coisa que eu faço, é afasta-las cada vez mais.
Então, assumi comigo mesmo o compromisso de que, só voltarei a expressar as coisas em palavras, quando elas forem verdadeiras. Só voltarei a reclamar da bendita vida, quando eu fizer tudo que estiver ao meu alcance e nada der certo. Só vou reclamar que eu estou sozinho, quando eu realmente estiver.
Daí, quem sabe as minhas palavras se tornem sinceras.
sábado, 18 de setembro de 2010
Untitled
Às vezes tu chega a um nível, que nada tá bom pra ti. Nada te agrada, nada é o suficiente e as suas revoltas sem porquês são quase constantes.
Tu procura em inúmeros rostos, revira outras mil caixas e passa noites acordado tentando achar algo que te faça sentir vivo. E nada.
Tu então começa a se apegar a fagulhas de sonhos, fagulhas de sentimento que tu acha que vão se potencializar. Daí pra frente tu tem dois caminhos, ou tu realmente consegue o que quer e se sente vivo. Ou, é o fracasso total. Geralmente eu fico com o segundo caso.
Porque eu prefiro sair machucado de algo, do que indiferente. A apatia é a pior coisa a qual um ser humano pode vivenciar. Então, no auge da minha busca incessante de não ser acometido por tal apatia novamente, eu ajo de forma impulsiva, e, consequentemente, cometo erros graves.
Mas que doa, pelo menos doendo eu sei que eu ainda to aqui, vivo.
Afinal de contas, entre erros e possíveis acertos a gente vai seguindo. Entre as minhas conquistas e as minhas lamentações, se encontra a minha vontade de viver.
Entre as merdas que eu já fiz e a que eu sei que ainda vou ver. Eu me divirto um pouco.
Tu procura em inúmeros rostos, revira outras mil caixas e passa noites acordado tentando achar algo que te faça sentir vivo. E nada.
Tu então começa a se apegar a fagulhas de sonhos, fagulhas de sentimento que tu acha que vão se potencializar. Daí pra frente tu tem dois caminhos, ou tu realmente consegue o que quer e se sente vivo. Ou, é o fracasso total. Geralmente eu fico com o segundo caso.
Porque eu prefiro sair machucado de algo, do que indiferente. A apatia é a pior coisa a qual um ser humano pode vivenciar. Então, no auge da minha busca incessante de não ser acometido por tal apatia novamente, eu ajo de forma impulsiva, e, consequentemente, cometo erros graves.
Mas que doa, pelo menos doendo eu sei que eu ainda to aqui, vivo.
Afinal de contas, entre erros e possíveis acertos a gente vai seguindo. Entre as minhas conquistas e as minhas lamentações, se encontra a minha vontade de viver.
Entre as merdas que eu já fiz e a que eu sei que ainda vou ver. Eu me divirto um pouco.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
The rise and the fall
Eu era... . É um ótimo jeito de começar um relato como esse, porque é exatamente o que ele retrata. O que eu fui um dia.
Eu era, digamos, um príncipe encantado, não fosse pelo biotipo que nada se equipara a um, mas ao menos nos ideais. Eu era exatamente aquele tipo de pessoa encantada por amor e derivados. Aquele que sonhava tão alto que olhar para o chão assustava. Mas que diferença fazia? Eu não queria ficar no chão, queria ficar o mais alto que eu pudesse, voar o mais alto que me fosse permitido. E, quando lá chegasse, iria transpor o limite, como eu sempre fiz.
Esse guri, ousado e guerreiro, é o que eu era. E por ser assim, sou o que sou hoje. Se antes tu me via escrevendo cartas e músicas quem declamavam amores incondicionais. Hoje tu me vê com um cigarro em uma mão e um copo de vodka em outra. Onde a minha única reclamação é o fato de ter acabado a coca-cola. Me tornei exatamente o oposto de antes. Se queria voar, hoje piso no chão com firmeza. Se era insensato, hoje tenho sensatez o suficiente para me entediar. E o tal do amor já não me inebria como antes.
Sou uma capa de racionalidade que sobrepõe um romântico sem causa.
Sou o resto de um sonhador que sonhou demais.
Eu era, digamos, um príncipe encantado, não fosse pelo biotipo que nada se equipara a um, mas ao menos nos ideais. Eu era exatamente aquele tipo de pessoa encantada por amor e derivados. Aquele que sonhava tão alto que olhar para o chão assustava. Mas que diferença fazia? Eu não queria ficar no chão, queria ficar o mais alto que eu pudesse, voar o mais alto que me fosse permitido. E, quando lá chegasse, iria transpor o limite, como eu sempre fiz.
Esse guri, ousado e guerreiro, é o que eu era. E por ser assim, sou o que sou hoje. Se antes tu me via escrevendo cartas e músicas quem declamavam amores incondicionais. Hoje tu me vê com um cigarro em uma mão e um copo de vodka em outra. Onde a minha única reclamação é o fato de ter acabado a coca-cola. Me tornei exatamente o oposto de antes. Se queria voar, hoje piso no chão com firmeza. Se era insensato, hoje tenho sensatez o suficiente para me entediar. E o tal do amor já não me inebria como antes.
Sou uma capa de racionalidade que sobrepõe um romântico sem causa.
Sou o resto de um sonhador que sonhou demais.
sábado, 31 de julho de 2010
Filme.
E já não importa. Nenhuma das minhas palavras tem importância relevante aos fatos que me ocorrem no momento. Porque as palavras, se tornaram só palavras. Porque a minha vida se tornou um filme ao qual eu não sou protagonista, sou espectador. E eu já não faço questão de interpretar o meu papel. Ficar aqui sentado, somente observando o espectáculo acontecer, me parece mais cômodo. Não que seja empolgante. Não que me faça sentir vivo. Mas que diferença faz me sentir vivo agora?
Viver é difícil. Muito mais difícil do que todo mundo pensa. Ainda mais quando tu é um dramático por natureza. Pois até mesmo os dramáticos e românticos sem causa cansam de sofrer às vezes. Até mesmo a pessoa mais feliz do mundo, cansa de sorrir. E por aí vai. Nada igual é tão divertido.
Então, tu vai lá e toma um porcetagem absurda de álcool. Faz algumas coisas que jurava que nunca faria. E tenta achar respostas em imagens nada familiares. O que tu acha? O de sempre. Nada.
Nada por nada, eu fico aqui assistindo ao tal espetáculo de baixo orçamento, cenários ruins e atores de pouco talento. Eu continuo acompanhando esse filme de quinta que eu chamo de vida.
Viver é difícil. Muito mais difícil do que todo mundo pensa. Ainda mais quando tu é um dramático por natureza. Pois até mesmo os dramáticos e românticos sem causa cansam de sofrer às vezes. Até mesmo a pessoa mais feliz do mundo, cansa de sorrir. E por aí vai. Nada igual é tão divertido.
Então, tu vai lá e toma um porcetagem absurda de álcool. Faz algumas coisas que jurava que nunca faria. E tenta achar respostas em imagens nada familiares. O que tu acha? O de sempre. Nada.
Nada por nada, eu fico aqui assistindo ao tal espetáculo de baixo orçamento, cenários ruins e atores de pouco talento. Eu continuo acompanhando esse filme de quinta que eu chamo de vida.
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