Blá.. blá... blá. É isso que sempre falo. É isso que eu sempre escrevo. É um aglomerado de palavras sem razão nenhuma.
É sempre a mesma história. Sou eu falando de mim mesmo e sempre reclamando que eu não sou mais quem eu queria ser. E daí?
Ou mais, fico dissertando e dizendo que eu não me sinto vivo, que eu queria viver, que eu queria isso... que eu queria aquilo. E eu digo novamente: E daí?
Cheguei finalmente a conclusão de que se eu quisesse ser o 'Eu' de antes, eu seria. Se eu quisesse me sentir vivo, me sentiria. Mas eu prefiro ficar proferindo palavras e mais palavras que nas condições atuais não tem sentido algum.
Palavras só tem fundamentos se acompanhadas de atitudes sinceras. E eu não tenho nenhuma atitude. Concluo então que sou um mentiroso.
A vida, a qual eu tanto reclamo, vive me dando inúmeras chances de eu ser quem eu sempre quis. Sempre me abre portas, sempre me mostra pessoas. E eu? Eu ignoro tudo, sempre. Só pra ficar me lamentando depois por não ter nada. Sem se quer notar, que se eu não tenho nada, a culpa é única e exclusivamente minha.
Pessoas tentam o tempo todo se tornarem únicas pra mim. E, a única coisa que eu faço, é afasta-las cada vez mais.
Então, assumi comigo mesmo o compromisso de que, só voltarei a expressar as coisas em palavras, quando elas forem verdadeiras. Só voltarei a reclamar da bendita vida, quando eu fizer tudo que estiver ao meu alcance e nada der certo. Só vou reclamar que eu estou sozinho, quando eu realmente estiver.
Daí, quem sabe as minhas palavras se tornem sinceras.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Untitled
Às vezes tu chega a um nível, que nada tá bom pra ti. Nada te agrada, nada é o suficiente e as suas revoltas sem porquês são quase constantes.
Tu procura em inúmeros rostos, revira outras mil caixas e passa noites acordado tentando achar algo que te faça sentir vivo. E nada.
Tu então começa a se apegar a fagulhas de sonhos, fagulhas de sentimento que tu acha que vão se potencializar. Daí pra frente tu tem dois caminhos, ou tu realmente consegue o que quer e se sente vivo. Ou, é o fracasso total. Geralmente eu fico com o segundo caso.
Porque eu prefiro sair machucado de algo, do que indiferente. A apatia é a pior coisa a qual um ser humano pode vivenciar. Então, no auge da minha busca incessante de não ser acometido por tal apatia novamente, eu ajo de forma impulsiva, e, consequentemente, cometo erros graves.
Mas que doa, pelo menos doendo eu sei que eu ainda to aqui, vivo.
Afinal de contas, entre erros e possíveis acertos a gente vai seguindo. Entre as minhas conquistas e as minhas lamentações, se encontra a minha vontade de viver.
Entre as merdas que eu já fiz e a que eu sei que ainda vou ver. Eu me divirto um pouco.
Tu procura em inúmeros rostos, revira outras mil caixas e passa noites acordado tentando achar algo que te faça sentir vivo. E nada.
Tu então começa a se apegar a fagulhas de sonhos, fagulhas de sentimento que tu acha que vão se potencializar. Daí pra frente tu tem dois caminhos, ou tu realmente consegue o que quer e se sente vivo. Ou, é o fracasso total. Geralmente eu fico com o segundo caso.
Porque eu prefiro sair machucado de algo, do que indiferente. A apatia é a pior coisa a qual um ser humano pode vivenciar. Então, no auge da minha busca incessante de não ser acometido por tal apatia novamente, eu ajo de forma impulsiva, e, consequentemente, cometo erros graves.
Mas que doa, pelo menos doendo eu sei que eu ainda to aqui, vivo.
Afinal de contas, entre erros e possíveis acertos a gente vai seguindo. Entre as minhas conquistas e as minhas lamentações, se encontra a minha vontade de viver.
Entre as merdas que eu já fiz e a que eu sei que ainda vou ver. Eu me divirto um pouco.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
The rise and the fall
Eu era... . É um ótimo jeito de começar um relato como esse, porque é exatamente o que ele retrata. O que eu fui um dia.
Eu era, digamos, um príncipe encantado, não fosse pelo biotipo que nada se equipara a um, mas ao menos nos ideais. Eu era exatamente aquele tipo de pessoa encantada por amor e derivados. Aquele que sonhava tão alto que olhar para o chão assustava. Mas que diferença fazia? Eu não queria ficar no chão, queria ficar o mais alto que eu pudesse, voar o mais alto que me fosse permitido. E, quando lá chegasse, iria transpor o limite, como eu sempre fiz.
Esse guri, ousado e guerreiro, é o que eu era. E por ser assim, sou o que sou hoje. Se antes tu me via escrevendo cartas e músicas quem declamavam amores incondicionais. Hoje tu me vê com um cigarro em uma mão e um copo de vodka em outra. Onde a minha única reclamação é o fato de ter acabado a coca-cola. Me tornei exatamente o oposto de antes. Se queria voar, hoje piso no chão com firmeza. Se era insensato, hoje tenho sensatez o suficiente para me entediar. E o tal do amor já não me inebria como antes.
Sou uma capa de racionalidade que sobrepõe um romântico sem causa.
Sou o resto de um sonhador que sonhou demais.
Eu era, digamos, um príncipe encantado, não fosse pelo biotipo que nada se equipara a um, mas ao menos nos ideais. Eu era exatamente aquele tipo de pessoa encantada por amor e derivados. Aquele que sonhava tão alto que olhar para o chão assustava. Mas que diferença fazia? Eu não queria ficar no chão, queria ficar o mais alto que eu pudesse, voar o mais alto que me fosse permitido. E, quando lá chegasse, iria transpor o limite, como eu sempre fiz.
Esse guri, ousado e guerreiro, é o que eu era. E por ser assim, sou o que sou hoje. Se antes tu me via escrevendo cartas e músicas quem declamavam amores incondicionais. Hoje tu me vê com um cigarro em uma mão e um copo de vodka em outra. Onde a minha única reclamação é o fato de ter acabado a coca-cola. Me tornei exatamente o oposto de antes. Se queria voar, hoje piso no chão com firmeza. Se era insensato, hoje tenho sensatez o suficiente para me entediar. E o tal do amor já não me inebria como antes.
Sou uma capa de racionalidade que sobrepõe um romântico sem causa.
Sou o resto de um sonhador que sonhou demais.
sábado, 31 de julho de 2010
Filme.
E já não importa. Nenhuma das minhas palavras tem importância relevante aos fatos que me ocorrem no momento. Porque as palavras, se tornaram só palavras. Porque a minha vida se tornou um filme ao qual eu não sou protagonista, sou espectador. E eu já não faço questão de interpretar o meu papel. Ficar aqui sentado, somente observando o espectáculo acontecer, me parece mais cômodo. Não que seja empolgante. Não que me faça sentir vivo. Mas que diferença faz me sentir vivo agora?
Viver é difícil. Muito mais difícil do que todo mundo pensa. Ainda mais quando tu é um dramático por natureza. Pois até mesmo os dramáticos e românticos sem causa cansam de sofrer às vezes. Até mesmo a pessoa mais feliz do mundo, cansa de sorrir. E por aí vai. Nada igual é tão divertido.
Então, tu vai lá e toma um porcetagem absurda de álcool. Faz algumas coisas que jurava que nunca faria. E tenta achar respostas em imagens nada familiares. O que tu acha? O de sempre. Nada.
Nada por nada, eu fico aqui assistindo ao tal espetáculo de baixo orçamento, cenários ruins e atores de pouco talento. Eu continuo acompanhando esse filme de quinta que eu chamo de vida.
Viver é difícil. Muito mais difícil do que todo mundo pensa. Ainda mais quando tu é um dramático por natureza. Pois até mesmo os dramáticos e românticos sem causa cansam de sofrer às vezes. Até mesmo a pessoa mais feliz do mundo, cansa de sorrir. E por aí vai. Nada igual é tão divertido.
Então, tu vai lá e toma um porcetagem absurda de álcool. Faz algumas coisas que jurava que nunca faria. E tenta achar respostas em imagens nada familiares. O que tu acha? O de sempre. Nada.
Nada por nada, eu fico aqui assistindo ao tal espetáculo de baixo orçamento, cenários ruins e atores de pouco talento. Eu continuo acompanhando esse filme de quinta que eu chamo de vida.
sábado, 29 de maio de 2010
Noite
* É da noite que eu gosto. o dia é tão sem graça.
* A noite é tão intensa. O dia tão banal. A noite é aonde os grandes detalhes fazem a diferença, é aonde tu precisa olhar mais de uma vez para algo, para nota-lo de fato. No dia, tudo passa, tudo vai e você nem ao menos dá atenção.
* É a noite que se ve a Lua, tão linda, tão majestosa. Musa inspiradora de muitos amores, muitas canções. Existem ainda as estrelas, as constelações. Tudo reluz mais a noite, tudo brilha mais. O imperceptivel ganha destaque.
* Os sonhos? São em sua grande parte concebidos a noite. Seja deitado no travesseiro com o pensamento longe. Seja nas ruas dessa cidade luminosa, perdido em algum rosto desconhecido(ou não). Caminhando pelos caminhos de sempre, ou inventando algum novo caminho. Tanto faz, é a noite que se sonha. E é sonhando que se chega a algum lugar.
* É a noite, mais precisamente nas madrugadas, que eu costumo me encontrar melhor comigo mesmo. Seja naquele travesseiro antes de durmir. Seja caminhando desavisadamente por alguma rua luminosa, ou perdido em qualquer canto escuro. É a noite, sob a proteção da escuridão, admirando a grandeza da lua e no silêncio absoluto da minha própria mente, que eu me encontro.
* Me encontro, tento me reconhecer. Planejo o futuro. Penso no passado. E acabo fechando os olhos e adormecendo. As minhas discussões comigo mesmo, sempre são divergentes. Nós nunca concordamos. O eu e o eu.
* A noite é tão intensa. O dia tão banal. A noite é aonde os grandes detalhes fazem a diferença, é aonde tu precisa olhar mais de uma vez para algo, para nota-lo de fato. No dia, tudo passa, tudo vai e você nem ao menos dá atenção.
* É a noite que se ve a Lua, tão linda, tão majestosa. Musa inspiradora de muitos amores, muitas canções. Existem ainda as estrelas, as constelações. Tudo reluz mais a noite, tudo brilha mais. O imperceptivel ganha destaque.
* Os sonhos? São em sua grande parte concebidos a noite. Seja deitado no travesseiro com o pensamento longe. Seja nas ruas dessa cidade luminosa, perdido em algum rosto desconhecido(ou não). Caminhando pelos caminhos de sempre, ou inventando algum novo caminho. Tanto faz, é a noite que se sonha. E é sonhando que se chega a algum lugar.
* É a noite, mais precisamente nas madrugadas, que eu costumo me encontrar melhor comigo mesmo. Seja naquele travesseiro antes de durmir. Seja caminhando desavisadamente por alguma rua luminosa, ou perdido em qualquer canto escuro. É a noite, sob a proteção da escuridão, admirando a grandeza da lua e no silêncio absoluto da minha própria mente, que eu me encontro.
* Me encontro, tento me reconhecer. Planejo o futuro. Penso no passado. E acabo fechando os olhos e adormecendo. As minhas discussões comigo mesmo, sempre são divergentes. Nós nunca concordamos. O eu e o eu.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Destinatários errados
* Todos nós guardamos todo o amor do mundo dentro de si mesmos. Creio também, que todos esperam encontrar uma pessoa especial para entregar o tal amor. Todos nós guardamos as palavras mais belas, os abraços mais sinceros, os beijos mais intensos. Tudo isso, para dar aquela pessoa, a mais especial, a dita única. Mas há um erro ai.
* Tudo isso citado acima, é como uma carta, onde cada linha é escrita com exímia perfeição, com exímia maestria, afim de buscar a perfeição para demonstrar tudo o que se sente. Afim, de tentar encontrar a forma mais eficaz de trazer quem queremos para o nosso lado, para o nosso abraço, para ter o nosso maior amor do mundo. Bobagem. Pelo menos pra mim.
* Se tudo isso tem um destinatário certo, o tal carteiro da minha vida sempre errou com perfeição. Sempre entregou as cartas certas, as pessoas erradas. Sempre enviou meus abraços sinceros, as pessoas que não os queriam. E o meu maior amor do mundo, ficou em alguma gaveta de correspondências velha, de um coração abandonado, que não queria amor algum.
* E agora? Reescrevi tudo que eu tinha a escrever a alguém um dia, todo o amor do mundo, todos os abraços sinceros e todos os beijos intensos. Agora, não os deixei em uma caixa de correio, a qual o mesmo carteiro desorientado vai pega-la e guia-la novamente a pessoas errôneas. Agora, a enfiei dentro de uma garrafa e a lancei ao mar.
* Talvez a sorte e o acaso sejam mais precisos que um carteiro desavisado. Talvez.
* Tudo isso citado acima, é como uma carta, onde cada linha é escrita com exímia perfeição, com exímia maestria, afim de buscar a perfeição para demonstrar tudo o que se sente. Afim, de tentar encontrar a forma mais eficaz de trazer quem queremos para o nosso lado, para o nosso abraço, para ter o nosso maior amor do mundo. Bobagem. Pelo menos pra mim.
* Se tudo isso tem um destinatário certo, o tal carteiro da minha vida sempre errou com perfeição. Sempre entregou as cartas certas, as pessoas erradas. Sempre enviou meus abraços sinceros, as pessoas que não os queriam. E o meu maior amor do mundo, ficou em alguma gaveta de correspondências velha, de um coração abandonado, que não queria amor algum.
* E agora? Reescrevi tudo que eu tinha a escrever a alguém um dia, todo o amor do mundo, todos os abraços sinceros e todos os beijos intensos. Agora, não os deixei em uma caixa de correio, a qual o mesmo carteiro desorientado vai pega-la e guia-la novamente a pessoas errôneas. Agora, a enfiei dentro de uma garrafa e a lancei ao mar.
* Talvez a sorte e o acaso sejam mais precisos que um carteiro desavisado. Talvez.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Substituição
* Chega uma hora da sua vida que você não se reconhece. E pior, isso não gera nenhum drama interno. Nessa mesma hora, você olhar superficialmente ao redor e vê que tem quase tudo que sempre quis, mas ainda assim tem alguma coisa errada. Aí, você pisca os olhos e os deixa semi-fechados para olhar detalhadamente tudo o que você tem e vê que são apenas falsos prazeres, é apenas uma aglomerado de coisas que você usou pra substituir a ausência das coisas de verdade, aquelas que você realmente queria. E isso é sua culpa? Eu acho que não.
* Às vezes a vida te fecha tantas portas, te tira tanto dos seus planos, caminhos e sonhos que você planejou, que você simplesmente se adequa ao que ela te dá, e ponto. É a substituição, você aceita o que tem, por não ter o que quer. Mas isso está fadado ao fracasso iminente. Absolutamente nada é substituível e a gente percebe isso da pior forma possível. Percebe quando substitui, quando se empolga e depois se frustra, quando se procura alegria aonde não tem, quando se procura razão pra continuar fazendo aquilo, não querendo fazer.
* E o que tu faz? Joga tudo fora de novo e fica na eterna busca pelo que tu sempre quis? Ou tu se adequa ao que tem e tenta feliz assim?
* Se você esperava essa resposta de mim, digo a todos que eu não sei. Me desculpem.
* Às vezes a vida te fecha tantas portas, te tira tanto dos seus planos, caminhos e sonhos que você planejou, que você simplesmente se adequa ao que ela te dá, e ponto. É a substituição, você aceita o que tem, por não ter o que quer. Mas isso está fadado ao fracasso iminente. Absolutamente nada é substituível e a gente percebe isso da pior forma possível. Percebe quando substitui, quando se empolga e depois se frustra, quando se procura alegria aonde não tem, quando se procura razão pra continuar fazendo aquilo, não querendo fazer.
* E o que tu faz? Joga tudo fora de novo e fica na eterna busca pelo que tu sempre quis? Ou tu se adequa ao que tem e tenta feliz assim?
* Se você esperava essa resposta de mim, digo a todos que eu não sei. Me desculpem.
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